A pedidos… Com comentários!!

Trato: vou postando aos poucos o material que eu tenho. Como são muitas fases diferentes, vou atualizando sempre que tiver material pronto.

Quando descobri que desenhar e pintar era o que eu queria da minha vida, a primeira técnica que me encantou foi o pastel seco. Melecar a mão com aquele giz poroso, riscar, passar o dedo, trabalhar em papel grande… Foram alguns anos completamente mergulhada nesta técnica. Conhecia bem apenas uma técnica de aquarela e estava enjoada daquele jeito de pintar.

Fui fazer um curso de pintura bem acadêmico. Como era ex-aluna de escola Waldorf, tinha uma certa dificuldade em “pensar” desenho e pintura. As coisas que eu fazia fluiam de mim com uma linguagem natural,  bem característica dessa linha pedagógica. Tinha uma enorme dificuldade de copiar. Daí a necessidade de cair no outro extremo: trabalhar a linguagem teórica e acadêmica. No início fiquei encantada com a possibilidade de copiar e fazer os tradicionais vasos com beringelas e tomates. Mas num dado momento (acho que um ou dois anos depois), aquilo tudo perdeu a graça. Precisava reinventar aquilo que eu havia aprendido.

Primórdios. Pastel seco sobre papel...

Acadêmico hard core!!!

Aquarela, pastel seco e tentativas. Muitas tentativas!

Será que sem pastel fica melhor?

Fui fazer aulas então com uma artista plástica maravilhosa chamada Angela Rocha. Ela desvendou um universo mágico pra mim. Exímia pintora, exploradora das cores, com ela aprendi a observar o que as as pinceladas e as cores que eu pintava queriam dizer. Não havia necessidade de impor formas. Aquilo que acontecia no papel tinha vida própria. Foi com ela que aprendi a olhar os livros de desenho e pintura dos grandes mestres: como cada um tinha um jeito característico de olhar para a vida, para as cores, de lidar com a luz e a sombra e de se relacionar com os seus próprios trabalhos. Tornei-me fã de Cezanne!

Nesta época tambem conheci um pintor (na verdade ele é mais conhecido como escultor) chamado Umberto Boccioni. Artista plástico italiano, surrealista fabuloso. Amo as telas desse cara. Sou capaz de ficar horas apenas contemplando um trabalho dele. Não sei exatamente porquê mas o trabalho dele toca minha alma!

Sempre gostei muito de livros infantis com gravuras. Adoro os livros dos Irmãos Grimm, cheio de imagens oníricas… Essa linguagem tão peculiar, interpretada de tantas formas diferentes, sempre me fascinou. Nesta época, meus filhos eram bem pequenos e acho que nem preciso dizer da quantidade desse tipo de livro que havia na minha casa! Daí foi um pulo pra começar a querer desenhar para crianças. Até porque, procurava quadros para colocar no quarto deles e não havia nada que me agradasse. Eram todos muito plastificados, endurecidos… Sentia falta da fantasia, diferente da Disney, queria as ilustrações antigas.

Lápis de cor para crianças

Mais lápis de cor

Mais lápis de cor

Último lápis de cor, juro!!

Pastel seco e Branca de Neve

Duendes, gnomos, anões... Tudo em pastel seco!

Quando comecei a me dabater sobre desenho de mangá, descobri um universo novo nos reinos de fantasia. Havia gente que desenhava fadas, elfos, duendes, mas que levava aquilo extremamente a sério. Comecei a pesquisar essa linguagem que me pareceu fascinante num primeiro momento mas depois eu achei aquilo tudo muito chato. Eles se levam a sério demais!! Ainda assim, descobri Brian Froud, que se tornou um mestre para mim. Tudo o que caiu na minha mão sobre o trabalho dele, eu devorei! Adoro o jeito que ele se relaciona com esse universo fantástico: bom humor e muita leveza!

Lápis aquarelado

Aquarela de novo...

Aquarela

Lápis aquarelado

Alguns esboços

Rostos

Mais grafite

Aquarela e caneta

Desenho inacabado

Aquarela

Aquarela

Aquarela

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